segunda-feira, 28 de maio de 2012

Vegetarianismo: um clamor à inteligência


No meu processo de reduzir o consumo de carne, tenho considerado diariamente parar de vez, e por inúmeros motivos. Recebi por email essa coletânea de declarações sobre vegetarianismo, que  infelizmente não cita o nome do compilador, mas que dá voz a algumas das pessoas mais significativas do mundo ocidental, e outras tantas do oriente. 


Este "post" é para nós que ainda comemos carne, e vale a reflexão.





"JEAN-JACQUES ROUSSEAU, (1712-1778), uma das figuras marcantes doIluminismo francês, era sensível ao vegetarianismo olha o que ele pensava já naquela época:

“Os animais que você come não são aqueles que devoram outros, você não come as bestas carnívoras, você as toma como padrão. Você só sente fome pelas criaturas doces e gentis que não ferem ninguém, que o seguem, o servem, e que são devoradas por você como recompensa de seus serviços.”

PIERRE WEIL, conhecido educador e psicólogo francês residente no Brasil, autor de cerca de 40 livros:

“Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal.”


MARLY WINCKLER, Presidente da SVB, Sociedade Vegetariana Brasileira:
 “O planeta clama por paz. Devemos começar a praticar a paz no ato que fazemos todos os dias, que é comer”.

GANDHI, grande Homem defensor da não violência:
“Ama a teu próximo como a ti mesmo; e tudo o que vive é meu próximo”. “Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos”. “Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis.” “Em meu pensamento, a vida de um cordeiro não é menos importante que a vida de um ser humano.” “O grau de cultura e de civilização dum povo conhece-se pela forma como se alimenta e trata os seus próprios animais”. “Você precisa ser a mudança que você quer ver no mundo.”

KIM BASINGER, famosa atriz norte americana:

 “Se você pudesse ver ou sentir o sofrimento, você certamente não pensaria duas vezes. Devolva a vida. Não coma carne.




O DR ALBERTO LYRA no seu livro “Doente: ajuda teu medico” aponta, entre outros os seguintes inconvenientes da carne como alimento:
“Alimento excitante. A carne é um excitante muito forte, equiparável ao álcool, devido às substâncias tóxicas e extrativas dela provenientes. A sensação de vigor é esgotante, o que faz reclamar mais excitantes (álcool, açúcar, mais carne etc.)”
“Há aparência de vigor, devido à excitação, e cria-se um apetite enganador, porque faz repelir os alimentos suaves”. Daí a depressão inicial naqueles que abandonam o uso da carne.

O Dr. Alberto Lyra continua:
“Há aparência de vigor, devido à excitação, e cria-se um apetite enganador, porque faz repelir os alimentos suaves. Daí a depressão inicial naqueles que abandonam o uso da carne. Devido ao seu poder excitante, que faz gastar as reservas vitais, e ao seu poder tóxico, a carne é um dos fatores da abreviação da vida. Alimento que contribui para o aparecimento de diversas doenças e degenerações humanas, tais como apendicite, arteriosclerose, artritismo, eczema, enterite, gastrite, nefrite, reumatismo, ulcera gástrica, vegetações adenóides, além de ser transmissor de doenças contagiosas e parasitarias: brucelose, intoxicações alimentares, salmonelose, tênia (solitária), triquinose, tuberculose. 
No decurso de moléstias do fígado, dos rins, dos intestinos, da pele, de perturbações nervosas, não há melhor regime do que o vegetariano.”

Emmanuel, mentor de Chico Xavier que, há 70 anos no livro O Consolador pergunta 129 advertia:       
EMMANUEL:
129 – É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

- A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humanaÉ de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.



A DRA. JACQUELINE ANDRÉ, importante médica francesa, no seu livro “Vegetarianismo e saúde”, nos adverte que:
“a carne é rica em gorduras, favorecendo a ateromatose e o infarto do miocárdio, os cânceres colorretais e a obesidade, e o fato de ser rica em colesterol faz dela uma causa de cânceres hormonodependentes (mama, próstata, útero). Por ser rica em ácidos nucléicos faz dela um fator de cálculos urinários, hiperuricemias e gota. Seu teor de protídeos pode torná-la um desencadeador de insuficiência renal. Além disso, o cozimento prolongado ou sob altas temperaturas de suas proteínas provoca a formação de agentes mutagênicos, que podem iniciar um câncer. A rápida impressão da saciedade que sua ingestão provoca pode levar o consumidor a reduzir exageradamente a porção de fibras vegetais em sua ração alimentar, o que é, sobretudo, um fator de constipação, de diabete e de cânceres colorretais”.

HUMBERTO DE CAMPOS, espírito de elevado conhecimento, no livro cartas e crônicas no texto treino  para a morte:

“Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os Tamoios e os Caiapós, que se devoravam uns aos outros”. HUMBERO DE CAMPOS (IRMÃO X)

ANDRÉ LUIZ: espírito que traduziu para os terráqueos o grande cenário do Plano Espiritual, através do médium Chico Xavier, ele e seu instrutor nos adverte

“Devemos acordar os companheiros encarnados mais esclarecidos para a nova era, em que os homens utilizar-se-ão dos animais com espírito de respeito.Semelhante realização é de importância essencial, porque sem amor para com nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores.Se temos sido vampiros insaciáveis dos seres frágeis que nos cercam,entre as formas terrenas,abusando de nosso poder racional ante a fraqueza da inteligência deles, não é demais que, por força da animalidade que conserva desveladamente, venhe a  cair a maioria das criaturas em situações enfermiças pelo vampirismo das entidades que lhes são afins, na esfera invisível. 

RAMATÍS, outro grande espírito que usou a mediunidade do médium Hercílio Mães, no livro fisiologia da alma:
 “Os iniciados hindus sabem que os despojos sangrentos da alimentação carnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais. A substância astral, inferior, que exsuda da carne do animal, penetra na aura dos seres humanos e lhes adensa a transparência natural, impedindo os altos vôos do espírito. Nunca havereis de solucionar problema tão importante com a doce ilusão de ignorar a realidade do equívoco da nutrição carnívora. Expomo-vos aquilo que deve ser meditado e avaliado com urgência, porque os tempos são chegados e não há subversão no mecanismo sideral.”

 RAMATÍS continua, agora advertindo mais especificamente os médiuns:
“O que prejudica o trabalho do médium não é apenas a dilatação do estômago, conseqüente de excesso de alimentação, ou os intestinos alterados profundamente no seu labor digestivo, ou pâncreas e fígado em hiperfunção para atenderem à carga exagerada da nutrição carnívora, mas é a própria carne que, impregnada de parasitas e larvas do animal inferior, contamina o perispírito do médium e o envolve com os fluidos repugnantes do psiquismo inferior”.

PITÁGORAS, um dos maiores filósofos e matemáticos, criador da palavra filósofo:
 “Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor. A carne é o alimento de certos animais. Todavia, nem todos, pois os cavalos, os bois e os elefantes se alimentam de ervas. Só os que têm índole bravia e feroz, os tigres, os leões etc. podem saciar-se em sangue. Que horror é engordar um corpo com outro corpo, viver da morte dos seres vivos”!



BUDA, ser iluminado, que ha 500 anos antes de cristo, veio na terra trazer ensinamentos de amor e de como sublimar a matéria, saindo da roda das reencarnações, disseminava, na época, a proposta de ter para com todas as criaturas a piedade:
 “O homem implora a misericórdia de Deus, mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã, e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.”


DALAI LAMA, líder budista tibetano de grande sabedoria, que optou pela reencarnação a fim de esclarecer a humanidade, nos diz:
 “Não vejo motivo para que os animais devam ser abatidos para servir como dieta humana quando existem tantos substitutos. Afinal o homem pode viver sem carne.”


GEORGE BERNARD SHAW escritor, jornalista e dramaturgo Irlandêz, prêmio Nobel de literatura no ano de 1925:
 “Oramos aos domingos para que possamos ter luz; que guie nossos passos na trilha que palmilhamos; estamos saturados de guerra, o conflito não nos seduz; mesmo assim é dos mortos que nos fartamos.” O maior pecado que cometemos para com outras criaturas não é odiá-las, mas ser indiferentes a elas. Essa é a essência da falta de HUMANIDADE.”

FERNANDO TRAVI, Higienista, no documentário A Carne é Fraca, nos traz:
“Este apodrecimento da carne é inexorável, a vida daquele ser foi embora, então ele começa a apodrecer e o homem que ingere esta carne está ingerindo todas as bactérias que são especializadas em destruir esta carne fazendo-a voltar ao seu estado inicial de terra.”


O Dr. MÁRCIO BONTEMPO, conceituado médico e especialista em medicina ortomolecular:
“a comida vegetariana é um desfile de cores, é um quadro maravilhoso de cores. Olhe o perfume de uma horta, de um pomar, isto tudo é vida, a fruta fresca tem uma qualidade de energia que a ciência ainda não descobriu, a carne, ao contrário, é mortiça e se ela não for temperada com sal e tempero vegetal não tem gosto nenhum, o comer carne é um atavismo do tempo da barbárie, dos homens das cavernas que matavam bicho, sangravam, queimavam e comiam aquilo. Hoje você observa um salame italiano, um presunto bonito, que você vê na televisão, sendo cortado, aquela folha bonita enrolando, e percebe que na realidade, apenas sofisticaram o método  mas a base é a mesma, o homem continua  matando os bichos, comendo e se intoxicando,  se envenenando com isto e por isto. O presunto, por exemplo,  tem gordura saturada, nitrito de sódio e potássio, corante, antibiótico, hormônio, e isto gera uma quantidade enorme de doenças”.   (BONTEMPO -  documentário a Carne é Fraca)

         Ainda segundo Márcio Bontempo, dados da Organização Mundial de Saúde comprovam que a incidência de câncer de intestino grosso, por exemplo, aumentou em 100%  de 10 anos para cá. As pessoas têm intestino preso devido uma alimentação rica em pães, farinhas brancas, açúcares, e depois, ainda comem carne, ficam assim com uma via entupida e emputrefante.
         Continua Bontempo:
“As pessoas se enganam muito quando acham que a carne nutre, mas na verdade ela não nutre, é indigesta e fica mais tempo no estomago. As pessoas perguntam: “mas sem a carne, como vou adquirir minhas proteínas?”  Isto é um velho e surrado clichê,  um pretexto para sustentar um habito,  um vício. O boi não come carne, mas tem proteínas, estas proteínas que você come dele vem de onde? O  Orangotango come frutas e é primata como nós e tem uma musculatura fortíssima”.

MARLY WINCKLER, presidente da SVB nos fala sobre o mito das proteínas:
“Quem já ouviu falar, tem um amigo ou conhecido que tem carências de proteínas? O que vemos sempre é o excesso de gorduras e proteínas, o próprio arroz que é pobre em proteínas tem de 8% a 9% e é o que precisamos comer por dia, o resto é mito, o mito da proteína gerado por uma indústria com interesses comerciais a defender, e que deve e pode se transformar trazendo para nós alimentos adequados e saudáveis”.


Segundo o DR. PAULO EIRÓ GONSALVES, médico Pediatra no mesmo documentário a carne é fraca nos afirma:

“a carne não é necessária e não faz nenhuma falta para o desenvolvimento das crianças e quanto mais tarde elas souberem que existe a tal da carne melhor”.


LEONARDO DA VINCI , considerado um dos maiores gênios da história da humanidade:
“Criamos a nossa vida da morte dos outros seres. Os homens e as feras não são mais do que eternos cemitérios ambulantes, túmulos uns para os outros.” “Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem”

ALBERT EINSTEIN, um dos maiores cientistas da Historia da humanidade:
“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto à evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará

PAUL MCCARTNEY, o ex-Beatles conhecido mundialmente e sua mulher LINDA MACARTENEY :

 “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para o sofrimento deles.”


O PROF. HERMÓGENES,  escritorprofessor e divulgador brasileiro de hatha yoga, fundador da Academia Hermógenes de Yoga, foi um dos primeiros a trazer a mensagem de Sathya Sai Baba para o Brasil, ele nos fala:

 “Quando me tornei vegetariano, poupei dois seres, o outro e eu.”

terça-feira, 10 de abril de 2012

Como responder sobre o elevado preço da quinua?

Neste final de semana passei por apuros no meu trabalho ao ser indagada por um nova-iorquino. Ele estava simplesmente abismado com o preço de coisas que são absolutamente baratas lá fora, como a quinua, e terminou dizendo que os restaurantes daqui são muito mais caros que os de sua cidade natal. Ora, há algum tempo já ouvia dos cidadãos cariocas a mesma ladainha, com o porém de reconhecerem que preferiam os restaurantes de São Paulo, pela sua qualidade.

Em se tratando do recente questionamento, aguardei pacientemente o término da pergunta, pensando ao mesmo tempo no parco vocabulário em inglês de que dispunha, acrescido da vontade de responder em pouco tempo, aquilo que não tem uma explicação simples. Pensei até em recomendar a leitura de algum sociólogo sobre o assunto. Mas o fato é que expliquei a respeito da formação do Brasil em co-relação aos outros países, ainda mais os EUA. Ligeiramente comparei os riscos diante da crise atual para um país  de dimensões continentais - como gostam de falar - onde a imensa população depende da continuidade (para não dizer sobrevivência) do mercado financeiro. Todo o caldo cultural de formação do país que já conhecemos, assentado sobre uma educação de base insuficiente para os novos desafios - ainda que venham a dizer o contrário, a educação não prepara para a vida moderna de jeito nenhum! Não traz conceitos de civismo, civilidade e moral, amontoando no transporte coletivo e nas ruas sua mão-de-obra para o trabalho, não pessoas conscientes de sua condição de brasileiros - misturado ao custo-roubo-rombo elevado da máquina pública.

Um desafio para você: responda rápido porquê os preços no Brasil são tão elevados? Experimente! Hoje chegou a mim o texto a seguir, que acredito, TODOS deveriam ter na ponta da língua. Inclusive, eu.

O resto é balela.




Manifesto por um Brasil mais rico, não um Brasil mais caro (04/2012).
postado em Artigos | Istoé


Revista IstoÉ04/2012
Por Ricardo Amorim


Na Idade Média, o tratamento para a peste bubônica era forçar o doente a penitenciar-se com um padre. Buscava-se tratar sintomas como febre, calafrios e delírio através da graça de Deus. O resultado: um terço da população europeia foi dizimada pela peste.
De lá para cá, muito mudou, mas nem tanto assim. Vários tratamentos médicos continuam lidando exclusivamente com os sintomas e não as causas das doenças. Na economia, também.

Na história brasileira, há mais casos de tratamentos de sintomas de problemas econômicos do que episódios onde as verdadeiras razões dos desarranjos foram confrontadas.

Nesta semana, tivemos mais um. Para lidar com dificuldades da nossa indústria, o governo e o Banco Central vem adotando uma série de medidas, incluindo redução temporária de impostos para alguns subsetores, aceleração da queda da taxa de juros, adoção de restrições à entrada de capitais estrangeiros para enfraquecer nossa moeda e elevação de impostos sobre produtos importados.

Além de sujeitarem o país a eventuais retaliações comerciais, estas medidas criam um Brasil mais caro, não mais rico. Quem pagará a conta do encarecimento dos produtos importados e da redução da competição com os nacionais é você, o consumidor. Aliás, já paga. No ano passado, impostos sobre importação arrecadaram mais que o Imposto de Renda Pessoa Física. Você pagou ambos. Os primeiros, nos preços elevadíssimos praticados no Brasil e o IRPF, na fonte.

A própria indústria, beneficiária no curto prazo, acaba perdendo no longo prazo, à medida que a elevação de preços reduz o número de consumidores que podem arcar com preços mais elevados.

O governo deve, sim, adotar medidas enérgicas para elevar a competitividade do país. Para isso, precisa cortar gastos públicos excessivos e de péssima qualidade. Somos pouco competitivos e nossos preços são elevados porque, no Brasil, compramos o produto ou o serviço e pagamos junto nosso governo gastão.
Não raro, pagamos duas vezes pelo mesmo serviço. Saúde e educação são exemplos óbvios. Através de nossos impostos, pagamos os sistemas públicos, mas, devido à baixa qualidade, quem pode paga também por serviços privados.

Com menos gastos públicos, os impostos também cairiam e, com eles, os preços. Com preços menores, o consumo aumentaria e a geração de empregos também.
Sobrariam mais recursos para investimentos em infraestrutura, reduzindo custos de transporte, energia, comunicação, etc. O governo necessitaria de menos dinheiro emprestado, permitindo que a taxa de juros caísse, sem gerar desequilíbrios. Juros menores atrairiam menos capital estrangeiro, levando a uma taxa de câmbio menos apreciada.

Menos gastança governamental e impostos são a receita para um país mais rico. Mais impostos sobre produtos importados constroem apenas um país mais caro.
Nossa presidente tem reclamado do tsunami financeiro dos países ricos – que ela não controla – mas não tem atacado sistematicamente o tsunami de gastos públicos, sob seu controle.

Ricardo Amorim
Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria

domingo, 1 de abril de 2012

Traduzir-se


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar

Assim concluí meu "Dia do Sol"...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Março onírico


Março trás à mente o ciclo das águas, a força perene feminina, a Realidade dos sonhos...



sexta-feira, 2 de março de 2012

Caso Hopi Hari e a Educação após Auschwitz


Se os homens não fossem indiferentes uns aos outros, Auschwitz não teria sido possível, os homens não o teriam tolerado. Os homens, sem exceção, sentem-se hoje pouco amados porque todos amam demasiado pouco. A incapacidade de identificação foi, sem dúvida, a condição psicológica mais importante para que pudesse suceder algo como Auschwitz entre homens de certa forma educados e inofensivos.
                                                                                    Theodor Adorno. Educação e Emancipação

Para Theodor Adorno ( filósofo alemão do pós-guerra ) a exigência que Auschwitz não se repita é a primeira de todas para a educação, precedendo qualquer outra.Sua reflexão sobre que tipo de educação deverá ser dada aos jovens após os horrores do holocausto, passa pelo Tribunal de Nuremberg, lembrando então as respostas dos acusados nazistas, de que fizeram o que fizeram, por estarem cumprindo ordens, mesmo sendo o agredido,  seu companheiro, vizinho, ou pessoas de sua relação. Evidente que esta justificativa não foi aceita por aquele tribunal e as sentenças foram exemplares.
Quer dizer que uma ordem externa, qualquer que seja, suplanta uma auto- análise, um valor  interior? Onde fica o próprio discernimento, a auto –reflexão, a auto-critica? Isto é, sua própria consciência?
Adorno conclui que se foi o lapso de uma educação,que levou jovens a manterem Auschwitz, então esta, não mais serve para o pós-guerra e o futuro da civilização, ou corre-se o  risco de nova repetição. do que já houve.
O empenho exaustivo dos pensadores atuais é para que no Século XXI as pilastras colocadas sob qualquer tipo de educação  sejam as dos Valores Humanos Universais.
Se no caso  do parque Hopi Hari, (de acordo com as atuais declarações dos envolvidos)  os responsáveis por acomodarem as pessoas nos assentos do brinquedo, tivessem usado seu próprio discernimento e qualquer um desses  Valores pessoais como, respeito, consideração, compaixão, empatia, amor ao próximo,  responsabilidade, uma vida teria sido salva. Esta escolha final seria decisiva.
Justificar essa omissão, pela ordem superior recebida, ou seja, a de continuar usando o assento defeituoso, mesmo depois  que esses mesmos funcionários já haviam notificado a  seus superiores o defeito, claro que caracteriza  uma escolha, uma decisão tomada por eles.
Outros tomaram decisão diferente. Quinze dias antes da queda da adolescente desse brinquedo, vê-se um vídeo, com uma funcionária transferindo  uma senhora a outro assento, retirando-a daquele com defeito.  Estaria ela livre de ordens superiores, ou optou estar sob sua própria ordem?
Claro que há outros responsáveis. Cada um na sua esfera sabia o que poderia acontecer. São todos adultos  e profissionais.” Só se estabeleça quem tiver competência”  diz o ditado popular.
Quando pensamos seriamente nesse e em outros episódios que demonstram falta  dos Valores Humanos Universais nas atitudes e decisões humanas, logo vem a pergunta: -  “ Qual educação falhou?  a da família? a da escola? Qual delas poderia ter feito diferente, para que a escolha do envolvido fosse outra?”  
A base sólida dos Programas de Educação para a Paz e em Valores Humanos está exatamente nesse aspecto: fortalecer nos jovens esses Valores que deverão aplicar diariamente em toda sua vida futura, juntamente com as outras habilidades que a escola lhes transmite. Por isso  ela é completa. Atua na totalidade do educando.
De que vale aprender a ganhar dinheiro, a ter sucesso profissional, a ter um excelente desenvolvimento intelectual, se depois de tudo, as decisões tomadas na vida são totalmente anti - éticas, desrespeitosas, desprezando os diretos, os sentimentos  humanos?
Repensar a educação, ou senão, como conclui Adorno: “ Quantos ainda estarão dispostos a seguirem cegamente ordens superiores?  Quantos Auschwitz queremos ter ainda?”
Sugestão para leitura:  ( textos facilmente encontrados na Internet)
 Theodor Adorno:
Educação após Auschwitz    
Educação e Emancipação

Texto de: Suely Costa - Pedagoga, Psicanalista, Divulgadora de Programas de Educação para a Paz e em Valores Humanos Universais.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Comer ou não comer... Carne! Eis a questão

O saber e o conhecimento produzem revoluções profundas nos nossos hábitos. Depois de uma incursão sobre yoga e outros assuntos transcendentais tentei exilar o consumo de carne da minha vida. 


Bem, consegui ficar longos períodos nessa abstinência, e só. Confesso que é muito difícil ainda ficar sem carne. Desse modo pensei que a maneira de minimizar impactos seria tomando conhecimento da origem junto ao fornecedor, mas eita tarefa difícil!


Por isso gostei de conhecer a campanha do Ministério Público Federal, chamada CARNE LEGAL. Acredito ser possível conquistar o apoio da população nesse sentido: mesmo continuando a consumir carne, que se atente para sua origem. 


Os motivos estão no link a seguir, com um pouco de história, levantamento atualizado e o retrato do que vem sendo feito pelo Governo Federal. 


Vale a pena conhecer e acompanhar:


Diminuir o impacto ambiental e social


Imagem encontrada na postagem "carne vermelha e câncer renal, em http://tarlanbrunet.blogspot.com/2012/01/carne-vermelha-e-cancer-renal.htmldo 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Frases perdidas, em tempo de ser encontradas

Dia de revisão nas anotações - e avaliação nos rumos - e encontro algumas, dignas de compartilhar:

"Nenhuma melhoria na sorte da Humanidade será possível até que uma grande mudança ocorra em seu modo de pensar." (Stuar Mill, 200 anos atrás)

"Apesar dos avanços obtidos, de agora em diante não podemos fazer nada significativo, até que pensemos de forma diferente." (Julius Stulman, quando assessor do Instituto Mundial)

Somos bilhões, carentes de pensar de um modo diferente.